

X ONU COLEGIAL
Comitês

Assembleia Geral - Uniting For Peace - A Crise de Suez (1956)
Pela primeira vez na História, a Assembleia Geral das Nações Unidas foi convocada, em status emergencial pelo Conselho de Segurança, para tentar solucionar uma questão que gerou um impasse nesse órgão.
Em 1956, Gamal Abdel Nasser, então presidente do Egito, decide nacionalizar a Companhia do Canal de Suez e proibir qualquer acesso dos navios israelenses ao canal. Dada a instabilidade da região, o desfecho nao poderia ser outro: eclode na região uma crise de proporções internacionais, que não só envolveu o Egito e Israel, mas também a França e a Inglaterra, administradoras do canal até o momento de sua nacionalização, e diversos outros países, uma vez que esse processo afetou o comércio internacional.
Cabe aos delegados representantes dos países das Nações Unidas, cientes da importância econômica e geográfica ímpar do Canal, solucionar o impasse surgido dentro do Conselho de Segurança e tomar as medidas necessárias para resolver o que foi uma das primeiras grandes crises na ordem mundial pós-1945.

Conferência de Algeciras - A Crise do Marrocos (1906)
No início do século XX, o Reino do Marrocos se encontrava enfraquecido devido a conflitos internos. Vendo a situação como uma oportunidade para obter o controle da região, o governo francês começou a firmar uma série de acordos com a Espanha e a Itália para alcançar seu objetivo. Em 1904, Reino Unido e França põem fim a séculos de rivalidades com a formação de uma aliança entre as potências: a Entente Cordiale, reconhecendo o domínio Francês sobre o Marrocos.
Deixado de lado das negociações, o Imperador Guilherme II da Alemanha, em Março de 1905, visita a cidade marroquina de Tânger para declarar apoio ao sultão Abdul Aziz e defender a independência de seu povo, entrando diretamente em conflito com os interesses franceses.
Com as forças militares alemãs e francesas se mobilizando para um possível conflito, representantes das grandes potências europeias vão a Algeciras, na Espanha, negociar uma saída para o impasse e encerrar o que ficou conhecido como a Crise de Tânger.

Gabinete de Guerra - A Guerra de Troia - Aqueus vs Troianos (1200 a.C.)
Aqueus
Os troianos feriram nossa honra! A lei da hospitalidade foi quebrada e temos que compensar por tamanha ofensa dos troianos! Venham, aqueus, deem um passo adiante, a glória vos espera! Juntem-se a nós na frente de batalha e liderem as tropas à vitória! Garantam seu espaço nos Campos Elísios e marchem avante rumo à batalha!
Ass. Agamemnon e Calcas
Troianos
Um exército inimigo se aproxima pelo mar Egeu! Eles enfrentaram a ira de Ártemis em Áulis e ela os prometeu a vitória nessa guerra! Não podemos deixar que eles saqueiem as nossas cidades, matem os nossos filhos e mulheres e profanem nossos templos sagrados. Vocês estão prontos para o confronto?
Ass. Príamo e Laocoonte

International Atomic Energy Agency - Nuclear safety policies after the Chernobyl Accident (1986)
On the 26th of May of 1986, what is believed to be the greatest nuclear disaster in history thus far occurred at the Chernobyl power plant in the Ukrainian SSR, USSR. Even though the accident happened on the 26th, Gorbachev’s government only announced the accident two days later, after the swedish Forsmark Nuclear Power Plant detected radiation coming from east Europe. Now, a desolating scenario prevails on the site, with a destroyed reactor due to an explosion and an abandoned city. All the world is worried whether it is safe to use nuclear reactions as an energy source or not.
Thus, on the IAEA’s General Conference of 1986, the delegates shall debate on new possible safety measures concerning nuclear energy based on the Chernobyl accident, how to avoid a new one, and how to deal with its consequences.

Liga dos Estados Árabes - Posicionamento e medidas frente ao conflito no Iêmen (2015)
A Liga dos Estados Árabes visa a promover integração e cooperação entre seus estados membros. Nesse momento, a escalada de um conflitourge a sua atenção. A República do Iêmen vive uma intensa crise: os Houthis deram um golpe de estado e tomaram o poder. Agora, o grupo e o governo eleito de Abd Rabbuh Mansur Hadi travam uma luta pelo controle da região.
A ONU e suas medidas não foram efetivas e nem o pedido de seu Secretário-Geral, Ban Ki-moon, para que o poder voltasse a Hadi ajudou em algo.
Cabe agora à Liga dos Estados Árabes buscar medidas para tentar solucionar o conflito.
Caros delegados, o destino do Iêmen está em suas mãos. Boa sorte.

União de Nações Sul-Americanas - Consulta quanto às tensões na Venezuela (2015)
Desde a vitória do sucessor de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, nas eleições presidenciais venezuelanas de 2013, a oposição ganhou força no cenário político do país. A inflação, a escassez de produtos básicos e os altos índices de criminalidade são alguns dos fatores que levaram milhares de cidadãos às ruas nos últimos dois anos, insatisfeitos com as políticas adotadas pelo governo. As manifestações, consideradas por Maduro uma tentativa de golpe de estado, foram duramente reprimidas pelas forças policiais e culminaram em dezenas de mortes, além da prisão de alguns dos maiores oposicionistas.
Os Estados Unidos deram início a uma série de sanções contra o governo de Maduro, pois o consideravam uma ameaça à sua segurança nacional, após acusações de violação dos direitos humanos, corrupção e restrição das liberdades de expressão e imprensa. Com a repercussão internacional, a União de Nações Sul-Americanas realizou uma reunião extraordinária em março e condenou a decisão norte-americana, que fere o princípio da não-intervenção em questões internas a uma nação, porém ela não foi revogada.
Nesse contexto, a UNASUL convoca novamente os membros que a constituem, a fim de discutir a conjuntura político-econômica em que a Venezuela se encontra e que medidas são cabíveis para solucioná-la.

Imprensa
É com imenso prazer que convidamos os senhores a participarem do Comitê de Imprensa da X ONU Colegial. Nos dias de simulação, teremos a honra e o dever de nos transfigurarmos em jornalistas, representantes dos meios de comunicação, responsáveis pela transmissão das notícias em tempo real – diante das mais diversas questões.
O jornalista é o responsável por comunicar a notícia, podendo escolher pontos de vista diferenciados para retratá-la. O nosso compromisso, porém, vai além de informar: é também o compromisso de interpretar e traduzir informações. O papel da imprensa é, portanto, fundamental não somente para a difusão de informação, como também para a construção de uma visão crítica a respeito dos acontecimentos retratados.
Esperamos que escolham interpretar esse papel!